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05/10/2026

Protocolos escolares para eventos climáticos pautam diálogo com especialista da Defesa Civil

Coordenadora de Comunicação do órgão estadual, tenente Sabrina Ribas foi convidada a dialogar com gestores de escolas privadas na “Conversa com as Associadas” de setembro

por Jean Peixoto - Padrinho Conteúdo
Protocolos escolares para eventos climáticos pautam diálogo com especialista da Defesa Civil

Cuidados e protocolos escolares diante de eventos climáticos extremos pautaram o Conversa com Associadas, evento promovido pelo SINEPE/RS nesta terça-feira, 29/9. Conduzido pelo presidente do Sindicato, Oswaldo Dalpiaz, o encontro, realizado virtualmente, recebeu como convidada a coordenadora de comunicação da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, tenente Sabrina Ribas, que compartilhou experiências e orientações com gestores de escolas privadas de todo o Estado.

Durante a conversa, a tenente apresentou o guia elaborado pelo Governo do Estado e pelo Instituto Alana para a criação de planos de contingência escolares voltados a emergências climáticas. O documento orienta o mapeamento dos riscos específicos de cada comunidade, como inundações, alagamentos, vendavais e granizo, para que as instituições saibam como agir antes, durante e após os eventos.

A tenente explicou o funcionamento dos avisos prévios e dos alertas emitidos pela Defesa Civil, aos quais a população pode se cadastrar gratuitamente para receber via SMS pelo número 4199. Ela também salientou a importância de alinhar essas diretrizes aos planos de contingência escolares.

“Uma situação que surgiu recentemente foi a de uma pessoa que está em um ambiente seguro e recebe um alerta da Defesa Civil sobre tempestades severas, com rajadas de vento intensas, próximo ao horário de buscar os filhos na escola. Como ela deve proceder? A orientação é que permaneça em casa, uma vez que, em princípio, a escola também é um ambiente seguro”, ressaltou a coordenadora.

A partir de 2025, o órgão adotou uma escala de cores (do verde ao roxo) com orientações específicas de comportamento para cada tipo e severidade de risco. Isso reforça que a proteção das pessoas depende da flexibilização das rotinas e do engajamento de pais, alunos e professores. A coordenadora destacou que a Defesa Civil quadruplicou seu contingente após os severos impactos dos desastres climáticos de 2023 e 2024 no Estado para aprimorar o monitoramento contínuo e a emissão de alertas. A tenente explicou como o órgão se organiza de forma descentralizada e enfatizou a relevância do Plano de Contingência municipal para mitigar riscos, coordenar abrigos e preparar a comunidade com antecedência, antes que as emergências ocorram.

Sabrina Ribas defendeu uma conscientização coletiva entre famílias, escolas e empresas para flexibilizar rotinas e evitar que as pessoas se exponham a perigos desnecessários em momentos de crise. Ela também reforçou a importância de uma comunicação efetiva entre as escolas e as famílias, com o objetivo de esclarecer quais passos seguir neste tipo de situação.

O presidente Oswaldo Dalpiaz informou que, na última semana, o Conselho Estadual de Educação aprovou a Resolução 396, que traz diretrizes curriculares para a educação ambiental frente às emergências climáticas. Ele ressaltou que, embora a resolução ainda não esteja homologada pela Secretaria Estadual da Educação, é preciso que as escolas se preparem para se adequar.

“As escolas precisam estar preparadas, especialmente diante da exigência, prevista na resolução, de que cada instituição elabore seu próprio plano de contingência escolar. Para isso, será necessário aprofundar o diálogo, buscar esclarecimentos e revisar o PPCI, considerando os possíveis eventos climáticos, a fim de estruturar esse planejamento. Como destacou a tenente Sabrina, o cuidado com a vida e a prevenção são fundamentais”, afirmou Dalpiaz.

Dicas para escolas em eventos climáticos

  • Mapear e avaliar todos os riscos: identificar ameaças tanto do ambiente interno quanto externo da escola (como o risco de rompimento de cabos de energia elétrica na frente ou dentro do estabelecimento).
     
  • Definir procedimentos claros de emergência: orientar a comunidade escolar sobre o que pode, o que não pode e o que deve ser feito em caso de exposição ou acidente, incluindo o passo a passo de como e para quem ligar (forças de resposta e números de emergência) e o que reportar.
     
  • Divulgar e socializar o plano de contingência: não deixar o plano armazenado como um "documento de gaveta". A tenente frisa que é fundamental levá-lo ao conhecimento de toda a comunidade escolar, incluindo os trabalhadores e as famílias dos alunos.
     
  • Realizar treinamentos e simulados frequentes: promover simulações práticas periódicas para que os comportamentos diante de uma emergência se tornem automáticos para alunos, professores e colaboradores.




 

 

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