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25/07/2019

Priscila Boy: "O professor é aquele que pode mudar o mundo"

Pedagoga fez um passeio técnico pela BNCC e mostrou que o professor é peça chave para a mudança acontecer

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Priscila Boy: "O professor é aquele que pode mudar o mundo"
Para se alinhar às novas formas de ensinar, o professor vai precisar se abrir para novas possibilidades. Esse foi o ponto de partida da palestra "Formação do Professor na perspectiva da BNCC", da pedagoga e consultora Priscila Boy, no XV Congresso do Ensino Privado Gaúcho, que fez um passeio técnico pela Base nacional Comum Curricular (BNCC), da Educação Infantil ao Ensino Médio, e mostrou que o professor é peça chave para a mudança acontecer. "O professor é aquele que pode mudar o mundo. Você tem que decidir isso", instigou a conferencista. Conhecer a BNCC é primordial, é claro, ela é o rumo, define Priscila. "Os caminhos são diferentes, mas o ponto de chegada é comum. A Base diz que quer o menino lendo. Você pode fazer isso da forma que quiser, de acordo com a construção do seu currículo, da sua metodologia, do seu posicionamento. O currículo é a ação, a identidade [da escola]." Ela brinca que, para alfabetizar, vale até sopa de letrinhas. A pedagoga falou sobre as 10 competências fundamentais, da Educação Infantil ao Ensino Médio, que aponta como uma fase mais crítica em função da pressão pelo resultado, e da abertura para que o aluno seja protagonista do seu processo de aprendizagem. Sobre as competências - classificadas em cognitivas, de comunicação e socioemocionais -, ela argumenta que o ser humano é integral. "Ele não precisa apenas aprender, ele precisa comunicar, reverberar. Não precisa apenas dominar o conhecimento, mas se relacionar, colaborar, colocar-se no lugar do outro. Se você não sabe usar o conhecimento, ele não serve para nada." Autoconhecimento foi outro ponto destacado por Priscila, essencial para o bom relacionamento. "Se você não sabe quem você é, vai ser pisado por alguém ou vai pisar em alguém para elevar sua autoestima. Se você não colaborar com seu colega, não partilhar, a base não se sustenta. Vale para o professor, para o diretor, para o aluno." O que há de mais novo para o professor, conforme a consultora, é a perspectiva de competências e habilidades. O professor sempre foi acostumado a trabalhar com conteúdo programático detalhado, analisa Priscila, e a base o convida a sair do conteúdo isolado para o desenvolvimento de competências. "Inclusive, no texto da base, tem escrito: o conhecimento, agora, está a serviço do desenvolvimento de competênciasÂÂ’. E o professor tem que entender o que é desenvolver competências: mobilizar recursos para resolver uma situação, sejam eles cognitivos, comunicativos ou socioemocionais." Educar é cuidar. Esses são, para Priscila, pilares indissociáveis e indispensáveis à infância. E as experiências da infância estão no brincar, que é pedagógico. "Quando a criança brinca, ela está tentando entender o mundo." Essas experiências vão ser consolidadas no Ensino Fundamental e Médio. A ideia é sempre colocar a criança em contato com o mundo. "A gramática conectada com a prática social, a oralidade com status de leitura, a conexão com os meios digitais. Os alunos criando, sendo o centro do processo, em vez de apenas usuários [das tecnologias]. Vamos sair dos laboratórios com minhocas nos vidrinhos e levar essas crianças para a terra, para ver as minhocas - e protegê-las - lá." A pedagoga também falou da importância do lado humano, da solidariedade, e de fazer ações concretas para dirimir as desigualdades e a violação dos direitos humanos. Colocou como exemplos uma situação de estupro de vulnerável, na qual se eximiu de qualquer ação (numa situação de claro abuso mas que ela não havia identificado como criminosa), mas está ciente de que a filha - que a acompanhava - já está imbuída de outra atitude, que considera mais assertiva e solidária, e uma situação em que crianças lidam com o racismo (mostrada em vídeo aos congressistas). "A escola é uma rede de afetos. Significa ser afetado. Podemos ser afetados positivamente ou negativamente. Nós somos mediadores dessa rede de afeto. Não temos culpa, mas temos responsabilidade pelo que acontece." Ela falou também do projeto Reciclando Rios, de alunos do Colégio Magno, uma instituição de elite de São Paulo (SP), que no início era uma proposta de limpeza dos córregos, e hoje retira água do Córrego Congonhas e a torna quase potável. "Os alunos, através da tecnologia, desenvolveram ferramentas para salvar essa água. Com mobilizações cognitivas, acesso a grandes empresas, conseguiram patrocínio para cuidar do planeta, do outro. Mobilizaram "riquezas" em prol do bem comum." Depois desses exemplos, alertou que o professor é o único que pode fazer essas coisas acontecerem. "É preciso semear. Se você semear, vai colher. Você não tem dimensão do alcance de um aluno que você livrou do racismo, por exemplo, e construiu sua autoestima. Faça acontecer!"

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